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James McAvoy - "Three Days of Rain", uma fã brasileira em Londres!

       


Desde que soube que James McAvoy faria uma peça em Londres eu não conseguia pensar em outra coisa. A possibilidade de ver meu ator favorito, no auge, fazendo aquilo que me tornou uma fã - atuando - era muito tentadora. É claro que o dinheiro não estava sobrando, minhas férias ainda estavam distantes, enfim, era uma idéia um tanto extravagante e imprudente de se levar adiante...mas era isso tudo exatamente que a tornava excitante e especial. Qual é a graça quando tudo é fácil demais, não? Então com algum planejamento e apertos no orçamento, vi que era possível sim realizar meu sonho. Organizei meus planos para a viagem, e assim, no dia 19 de Abril, eu embarcava com grandes expectativas rumo ao Velho Mundo...

Cheguei a Londres numa segunda-feira (e ficaria na cidade até sábado) e até sair do aeroporto, pegar metrô e achar o hostel, quando olhei já era quase noite. Eu estava bem no centro da agitação, em Picadilly Circus, e foi muito emocionante sair do hostel e ver aquele povo nas ruas, os ônibus vermelhos, a estátua de Eros...e logo adiante, bem pertinho mesmo, vi o cartaz da peça e o teatro Apollo. Eu já tinha comprado um ingresso para sexta-feira, mas é claro que pretendia assistir a peça mais de uma vez e estava PERTO demais pra resistir à tentação de dar um pulo no teatro e saber se ainda havia lugares para a apresentação daquela noite (que jetlag que nada!). Quando cheguei lá a mulher disse que tinha lugar na fila E. Perguntei se não tinha nada mais próximo do palco. “Tem a fila A”, ela disse. Bom, pensei, mais próximo que isso só no colo do James (hmmm, não era má ideia!). Cheguei a elaborar se valia a pena assistir a peça pela primeira vez justo quando tinha acabado de chegar de viagem e estava cansada, mas a ponderação do meu lado razoável deve ter durado uns cinco segundos. A possibilidade de ver o James tão de perto era totalmente irresistível. 




 James estava bem pertinho...o Teatro Apollo, no meio da deliciosa muvuca em Picadilly Circus.

 

Eu estava muito grudada no palco, o lugar não poderia ser melhor. Antes da peça começar me bateu um pânico; imagina se o James hoje tirou o dia de folga, e vou ter que assistir a peça com o substituto! Ah, eu pediria o dinheiro de volta, sem dúvida...mas, e a frustração? Melhor ficar quieta e pensar positivo. Quando ele entrou estava muito escuro no palco, e por alguns instantes achei que a pessoa ali era diferente do que eu imaginava, que não era o James. Mesmo quando ele começou a falar eu ainda não acreditava...acho que estava em choque de ver um ator e um cara que admiro tanto tão de perto, encarando as pessoas nas primeiras filas, dizendo seu texto na beirinha do palco (se ele desse um passo em falso, podia cair no meu colo...I wish!). Eu nem conseguia raciocinar direito. Me senti uma privilegiada por assistir uma apresentação que era exclusiva nossa, das pessoas que estavam no belo e compacto Teatro Apollo naquela noite, naquele momento. Era um privilégio não só ver o James, mas vê-lo atuando. 






Fachada do teatro e o letreiro acima, que se via assim que saíamos da estação de metrô Picadilly Circus.


Depois falo mais um pouco sobre a peça, que é ótima. Antes, uma breve nota sobre um detalhe totalmente inesperado e desagradável. Assim que cheguei no hostel, a primeira coisa que fiz foi testar minha câmera, e ela não dava sinais de vida. Achei que fossem as pilhas e comprei novas numa lojinha perto do hostel. Nada. Entrei em pânico; como eu tiraria fotos da viagem, e pior, como tiraria fotos do James? Bom, voltando ao Teatro Apollo, a peça terminara e eu estava maravilhada e nem um pouco cansada, louca pra correr para a porta dos fundos do teatro e ver o James de perto pela primeira vez. Então me lembrei que não poderia filmar nem tirar retratos...que frustração! Tratei de comprar um programa e pensei “bom, pelo menos digo um ‘hello’ pra ele e peço um autógrafo!” Por ser segunda-feira, imaginei que haveria poucas pessoas aguardando. Que nada! Estava lotado, e nem consegui chegar perto dele. Passei o programa pro James (e pro Nigel, o outro ator) autografar, mas não consegui dizer o quanto tinha adorado a peça e sua interpretação, nem tirar fotos. Mas foi maravilhoso vê-lo de perto, de qualquer jeito...ele sempre perguntava antes de voltar pro teatro se alguém ainda tinha mais alguma coisa pra ele assinar. Muito fofo, muito dedicado...e olha que muita gente enchia o saco (sempre rolava o indefectível caçador de autógrafos, com um monte de fotos pra ele assinar, que depois seriam vendidas no Ebay. Parasitas.) e o cara ali, sempre na maior paciência. Um exemplo de como uma pessoa pode obter fama e reconhecimento sem precisar posar de estrela. 




Um dos cartazes na porta do teatro: “James McAvoy brilha...uma atuação arrebatadora”.


No dia seguinte eu estava em alfa, pensando no James e na peça maravilhosa. Mas de volta à realidade: o lance da câmera estava me deixando muito frustrada, mas felizmente minha amiga (a que fui encontrar em Londres) me emprestou a sua e comprei um memory card com uma boa capacidade. Eu planejava tirar muitas, muitas fotos! Feliz da vida, de câmera nas mãos, rumei para o teatro na noite de terça-feira depois de conseguir um desconto excelente no quiosque da TKTs. O ingresso era para um lugar muito bom, mas não tão perto do palco como o da noite anterior. Para superar a “distância” (qualquer lugar duas fileiras depois do palco era longe demais do James!), contei com meu simpático binóculo que também adquiri por um bom preço, como souvenir da roda-gigante London Eye. Mesmo que eu não tivesse um binóculo, nas costas do assento à nossa frente havia um disponível, preso num painel. Era só colocar uma moedinha de 50 pence, que seria devolvida depois que o binóculo voltasse ao seu lugar. Chique, não? 



 
Programa de “Three Days of Rain” com as biografias, trabalhos e os prêmios ganhos por James e Nigel Harman, e os autógrafos.


Senti falta de estar na primeira fila, mas foi bom também assistir a peça de uma certa distância. O cenário era muito interessante; o apartamento novaiorquino detonado e vazio onde o casal de irmãos Walker e Nan e o amigo Pip reúnem-se no primeiro ato transforma-se num aconchegante espaço no segundo. O que percebemos no futuro não nos dá ideia do que aconteceu no passado, e essa é uma das mensagens da peça; o modesto apartamento também simboliza isso. São três dias de chuva, e ela cai “de verdade” no palco, o que causa um efeito muito bonito (e nos brinda com um James de camiseta branca justinha, deliciosamente molhado...) Os três atores são ótimos, mas a distância também me fez perceber o domínio que o James tem do palco, sua segurança - e sua predominância. Ele é um ator de extrema fisicalidade, e absurdamente expressivo; mesmo sem a ajuda do binóculos, de longe, percebemos os olhos dele brilhando enquanto as lágrimas se formam, mesmo que isso tenha acontecido depois de uma cena engraçadíssima (no caso do embate cômico entre Pip e Walker, sendo que o último é uma gangorra de sentimentos extremos). Temos também um momento “o encontro de Robbie e Cee no café” no qual o tímido e calado Ned expressa no rosto todas as emoções que a gagueira o fazia conter. De arrepiar. 




Walker, Ned e James...no autógrafo! 


Esse dia, terça-feira 21 de Abril, era o aniversário do James (e da rainha Elizabeth!). Na verdade, aniversário extra-oficial, porque ele nunca confirmou exatamente a data. No final da peça, e no momento dos autógrafos, fiquei esperando alguém soltar um “happy birthday”, mas ninguém se manifestou então fiquei na minha, mas me arrependi depois. Devia ter falado e visto a reação dele...
Esse seria também o dia em que teria um contato de verdade com ele; estava bem perto da saída do teatro, e ao contrário de segunda-feira, não havia ninguém na minha frente e eu tinha uma câmera! Eu havia levado um retrato muito bonito feito pelo meu chefe, um tremendo desenhista. Fui uma das primeiras a falar com o James, e quando ele olhou o desenho fez uma cara de “Wow!” O jeito dele é a coisa mais linda do mundo...difícil de explicar exatamente o que torna o James tão atraente e tão charmoso, é uma mistura de várias coisas, pequenos detalhes aqui e ali, e traços notáveis de personalidade. Comentei com alguém que o que eu acho fascinante é como ele consegue equilibrar bem uma tremenda sensibilidade, um carinho em relação às pessoas, uma doçura, com a segurança, a sensualidade, o domínio da situação. Ele possui uma delicadeza de traços que poderia ser chamada de feminina, e com sua pequena estatura os sentimentos que consegue transmitir através de seus olhos, de suas expressões, poderia ser facilmente estereotipado como ator para “filmes de época”, frágil, inocente. Mas ao  mesmo tempo sua fisicalidade é totalmente masculina; não existe nada de feminino em sua postura, nos gestos, na maneira de andar, no jeito como te olha. Ele tem uma presença imponente, e mesmo no meio do caos de gente de todas as partes do mundo, querendo autógrafos, querendo beijos (era quase ingênua, mas resoluta, a maneira como ele dizia com um sorrisinho “Mas sou um homem casado!”), querendo atenção, ele permanecia calmo e dominava o turbilhão. 








Terça-feira, 21 de Abril...aniversário (extra-oficial) do James. 


Ainda tinha tempo de conversar com um ou com outro, fazer comentários engraçados sobre alguma foto que ele estava assinando (“Good God, this is horrific!”), relembrar as pessoas que já haviam assistido a peça...e no final ele sempre perguntava se já tinha assinado tudo, se faltou alguém, e só então dava um tchauzinho e entrava. Para vocês verem como o timing do cara é perfeito, ele fazia tudo isso em 6, 8 min no máximo, e ninguém saía de cara emburrada por falta de autógrafo num papelzinho que fosse. 
Acho que uma boa definição é que o James tem uma presença que domina, mas não esmaga. Deve ser uma delícia trabalhar com ele, porque como ator ele não está ligado só em sua própria atuação, em ser uma estrela. A maneira como ele agia na saída do teatro mostrou como o cara é conectado ao outro tanto quanto a si próprio. Acho que ele daria um excelente diretor, porque tem uma visão global, inclusive para as minúcias, é capaz de comandar mas também agregar. Todo mundo sabe que o James não é um cara alto e fortão, um típico “leading man”, mas ele tem aquela beleza serena e uma sensualidade inata, natural, e nos sentimos imediatamente atraídos por ele - os sorrisos meio bobos das mulheres que corriam para a stage door era uma prova disso. O fato do James não ser tipicamente “perfeito” como os Brad Pitts da vida é uma vantagem para ele, pois o deixa com mais opções de papéis variados, de nerd a herói romântico. É como a Keira comentou, quando ele fez o teste para o papel de Robbie - um personagem descrito no livro como alto e forte - ela já tinha contracenado com pelo menos outros dois bons atores que atendiam mais o tipo físico do personagem, mas o James “atingiu 1,90m diante de nossos olhos” e simplesmente esmagou a concorrência fazendo o que ele faz de melhor: tornando-se aquele personagem. Quando o James saiu da sala depois do teste, a Keira disse que todos ficaram em silêncio por 10 min, e depois sé se ouviu um “Fuck!”. O papel era dele. 




O desenho que ele autografou...no dia seguinte, pedi pro James fazer uma dedicatória em meu nome, e ele acabou assinando de novo!


Essa magia acontece diante de nosso olhos quando assistimos “Three Days of Rain”. No primeiro ato da peça James é Walker, filho de um arquiteto famoso que tinha acabado de morrer. O rapaz é excitável, energético, loquaz, mas também aparenta ter tendências depressivas - pode-se dizer que Walker é bipolar, equilibrando-se em uma linha fina entre o maníaco depressivo e o louco. No segundo ato ele transforma-se no quieto, tímido Ned, pai de Walker. O que Walker tem de verborrágico Ned tem de lacônico, e ainda assim, pai e filho são incrivelmente parecidos: inteligentes, solitários, e com dificuldades para interagir com o mundo e seus habitantes. “I feel I’m not a people’s person anymore”, diz Walker logo no início da peça. Ned deseja para o filho que ainda não teve coisas impossíveis, e Walker distorce o passado baseado em suas próprias frustrações. É bonito, e triste, acompanhar a história de duas pessoas que poderiam ter se conhecido - e vivido - melhor mas perderam-se entre expectativas e frustrações.






Mais algumas fotos do stage door.


Quarta-feira, dia 22, foi um dia muito especial. Eu tinha marcado com uma menina do fórum do IMDb (inglesa, mas que não morava em Londres) de nos encontrarmos na entrada do teatro, antes da matinê (às 15:00h) começar. Achei que seria o melhor momento para ver o James com calma, quando geralmente menos pessoas estão esperando, e finalmente entregar os presentes que tinha levado: uma camisa da seleção brasileira de futebol e um livro, não muito grande, com fotos sobre o Brasil e poesias traduzidas para o inglês; e talvez arriscar o pedido de uma foto juntos. Cheguei bem cedo, porque ele poderia aparecer em qualquer horário entre 13:00h até alguns minutos antes da peça começar. Quando passavam das 14:15h, comecei a me preocupar...algumas vezes o James entrava pela entrada principal ao invés da lateral, principalmente se ele via os insuportáveis caçadores de autógrafo profissionais esperando, e uma dessas desagradáveis criaturas já estava ali à postos, com uma maleta cheia de fotos e posters de filmes nas mãos. A atriz da peça, Lyndsey Marshall, já tinha chegado e saído de novo. Aí então tivemos uma visão privilegiada: os 3 atores vindo juntinhos, lado a lado, em direção à entrada lateral. Incrível ninguém ter tido presença de espírito de tirar uma foto (pelo menos não achei nenhuma na net), acho que ficou todo mundo meio bobo! O Nigel e a Lyndsey entraram rapidinho, sem nem parar, deixando o James entregue às feras. Mas ele estava num excelente humor, e apesar de já em cima da hora de começar a se preparar para a apresentação, conversou um pouquinho, deixou o pessoal tirar fotos e assinou alguns autógrafos. Quando ele se despediu e já ia entrando, entreguei a sacolinha com os presentes e disse “I hope you like it”. Ele fez um “Oh, you shouldn’t...thank you very, very much” (o James tem esse hábito de ficar repetindo os “very”). Pena que não deu pra ele ver o presente na hora, mas também não ia entregar a camisa toda desfraldada...fiquei feliz dele ter recebido, e esperava que ele abrisse a sacola de curiosidade, para eu poder comentar algo com ele depois. Esse momentos passam mais rápido do que a gente gostaria...seria tão bom poder ter um gravador no cérebro, e depois ficar repassando a cena até cansar. Porque, por mais acessível e simples, anti-estrela, que seja o James, ele ainda é um objeto de admiração; até aquele momento ainda um tanto distante para mim e centenas de outros fãs que batiam ponto diariamente na porta do Teatro Apollo. Não tem como não surtar um pouco, não ficar desorientada com o fato de que, sim, esse cara que você adora está falando com você. Só com você. Te olhando nos olhos. O tempo pára, parece que não existe mais ninguém em volta, e ainda assim você não está totalmente no momento, porque o momento é surreal, quase irreal, demais. Sim, é complexo! 






James e os (as) fãs, na matinê de quarta-feira, 22 de Abril. Fotos de Sheep Purple. Thank you! http://www.flickr.com/sheeppurple


Nesse dia eu resolvi não assistir a peça. Afinal, eu também tinha ido a Londres pra fazer um pouco turismo, não podia ser só James (mas que era uma tentação, era!). Marquei com a inglesa de nos encontrarmos ali na porta dos fundos depois que da matinê, e rumei pra National Gallery, que fica em Trafalgar Square, nas proximidades de Picadilly. Mas, andando por aquele belo museu, não conseguia me concentrar nas obras de arte. Ficava pensando no James e no jeito muito fofo com que ele lidava com os (as, na maioria, claro) fãs. É algo tão amigável, e ele fala com você como se ele não compreendesse bem a ideia da distância fã - ídolo, como se todos pudessem ser amigos dele em potencial. É algo que pode ser muito tentador, mas frustrante ao mesmo tempo, porque a gente cai em si e percebe a chance ínfima (menor do que ganhar sozinho na megasena) dele realmente vir a ser um amigo, ou, nos sonhos mais inalcançáveis, um algo mais. Damn you, James McAvoy! Voltei pro teatro e estava num lugar bem legal, perto da porta de saída. A peça acabou e não estava muito tumultuado, o pessoal esperava calmamente a chance de falar com ele. Quando o James saiu veio direto pro meu lado, aí resolvi perguntar sobre a blusa da seleção (sei que o rapaz adora futebol...bom, nem tudo é perfeito! Ele torce pelos Celtics na Escócia). Ele deu um sorriso e ficou todo animadinho “That was brilliant, thank you!” (ou algo assim...desculpem, mas eu estava um pouco fora de mim naquele momento!) Aproveitei a deixa e perguntei “James, será que você tirava uma foto comigo quando acabar?”, porque sei que ele quer primeiro ter a certeza de que autografou tudo que os fãs levaram, antes de tirar fotos e essas coisas. Ele disse claro, era só ele atender o resto do pessoal. E lá foi ele.







James interagindo, e meu dedo no botão da câmera, pronta pra fotografar! Fotos Sheep Purple  http://www.flickr.com/sheeppurple


Só um parêntese para um detalhe muito importante, principalmente pra quem é uma legítima fã do James: os olhos. Eu posso não ter visto muitos olhos azuis na minha vida, mas com certeza absoluta nunca vi olhos azuis tão bonitos e luminosos como os dele. Na hora que ele virou pra mim, sinceramente não sei como consegui articular uma frase gramaticamente correta - e em inglês! Ele estava tão bonito, de um jeito despojado, simples. A menina ao meu lado conseguiu falar o que todo mundo queria, mas não tinha coragem ou falta de vergonha suficiente “James, pára quieto um pouquinho pra eu bater uma foto desses olhos maravilhosos!” Todo mundo riu, e ele fez uma cara engraçada, dando umas piscadelas. Aí ele fez algum comentário sobre a caneta azul turquesa com que ele estava assinando os autógrafos, mas não captei bem. Eu já estava em alfa, e o melhor ainda estava por vir!


Esses olhos lindos...e um monte de fãs embevecidas! Fotos Sheep Purple  http://www.flickr.com/sheeppurple

 
O James fez a rodada de autógrafos, aí algumas meninas do outro lado começaram a pedir fotos. Fiquei um pouco frustrada, porque ele posou um bocado com elas e eu poderia ter filmado ou tirado algumas fotos legais...o problema é que não queria deixar o lugar onde estava. Aí ele foi tirar uma foto com a garota do “seus olhos maravilhosos”, e comecei a achar que ele ia acabar me pulando. Mas quando não tinha mais ninguém ele disse “now you”, pegou minha câmera, eu me posicionei ao seu lado, ele esticou o braço e bateu a foto ele mesmo. Acho que ele já virou craque na “foto-bracinho”, e a maioria que vi ficou perfeitamente enquadrada! É lógico que antes de ver a minha bateu um pânico, tipo “claro que logo a minha vai ficar uma porcaria, devo ter piscado, ele deve ter cortado metade da minha cara - ou pior! - da cara dele!”. Mas para minha infinita surpresa e felicidade, a foto ficou boa, captando a beleza do azul dos olhos e um sorriso aberto do James, coisa não muito comum nas outras fotos com fãs.


 
O que mais posso dizer?
 
P.S. - Só um detalhe...o memory card da câmera não lotou! Eu imaginava tirar milhares de fotos do James, mas quando estava na stage door, só sentia vontade de ficar olhando pra ele, observando seu jeito de lidar com as fãs, ou só ficar curtindo mesmo o momento. Voltei com poucas fotos, mas a mais importante de todas valheu muito a pena! 


Comments

(Anonymous)

Nossa Cris! Eu tô aqui quase levando choque do meu teclado, tamanha a baba que despejei com essa última foto, AR-RA-SA-DO-RA!!!
Fora a verdadera viagem que eu fiz contigo, sem estar lá. Que odisséia, menina!
Vc está de parabéns, por correr atrás do seu sonho.
E dizer que James é absolutamente encantador, pode até ser chover no molhado, mas eu não canso de repetir!
Bjim♥
Ly

(Anonymous)

Que ser humano é o James !!!

James e a peça três dias de chuva!! Depois do sucesso dele nos cinemas, James virou celebridade mundial! Sua vida tomou um outro rumo já que antes sua carreira se limitava a participações na TV, no teatro e em filmes sem expressão. Mas James não é uma celebridade comum, que gosta de estar na mídia ou se envolver em escanda-los. Ele é apenas uma pessoa comum que tem um emprego maravilhoso de emocionar as pessoas. Depois do sucesso do O Procurado,tudo o que James queria era descansar, mas para nossa surpresa e alegria, ele volta às suas origens estrelando uma peça de sucesso. Apesar de não puder viajar a Londres na época da peça, fico eternamente grata e feliz que fãs como a Cristine, tiveram a emoção de estar junto com o James e todos os outros atores da peça e tenham contribuido para o sucesso da peça. Mas do que uma simples peça, "três dias de chuva" foi apenas a consagração definitiva do grande ser humano que o James demonstra ser tanto atuando como sendo extremamente gentil com todos os fãs que como a Cristine viajaram até Londres para conhecê-lo e aplaudi-lo ao vivo !! Fiquei babando e com um pouco até de inveja da Cristine ter visto estes olhos azuis de perto e até ter entregue presentes do nosso país a ele, ai que emoção!! O desenho do James é maravilhoso e ficou mais bonito ainda com seu autográfo!! Sei que o tempo era pouco e que o James tinha várias e várias fãs para atender e não sei se ele autografaria uma camiseta ;) Obrigada Cristine por ter nos dado a oportunidade de sentir um pouco a emoção de ver o James ao vivo e de afirmar o que todas nós já sabemos: James é o um exemplo a ser seguido e admirado!

(Anonymous)

Que ser humano é o James !!!

James e a tão aguardada peça três dias de chuva!! Depois do sucesso dele nos cinemas, James virou celebridade mundial! Sua vida tomou um outro rumo já que antes sua carreira se limitava a participações na TV, no teatro e em filmes sem expressão. Mas James não é uma celebridade comum, que gosta de estar na mídia ou se envolver em escanda-los. Ele é apenas uma pessoa comum que tem um emprego maravilhoso de emocionar as pessoas. Depois do sucesso do O Procurado,tudo o que James queria era descansar, mas para nossa surpresa e alegria, ele volta às suas origens estrelando uma peça de sucesso. Apesar de não puder viajar a Londres na época da peça, fico eternamente grata e feliz que fãs como a Cristine, tiveram a emoção de estar junto com o James e todos os outros atores da peça e tenham contribuido para o sucesso da peça. Mas do que uma simples peça, "três dias de chuva" foi apenas a consagração definitiva do grande ser humano que o James demonstra ser tanto atuando como sendo extremamente gentil com todos os fãs que como a Cristine viajaram até Londres para conhecê-lo e aplaudi-lo ao vivo !! Fiquei babando e com um pouco até de inveja da Cristine ter visto e "aproveitado" estes olhos azuis de perto e até ter entregue presentes do nosso país e tirado esta foto bonita junto com ele, ai que emoção!! O desenho do James é maravilhoso e ficou mais bonito ainda com seu autográfo!! Sei que o tempo era pouco e que o James tinha várias e várias fãs para atender e não sei se ele autografaria uma camiseta ;) Obrigada Cristine por ter nos dado a oportunidade de sentir um pouco a emoção de ver o James ao vivo e de afirmar o que todas nós já sabemos: James é o um exemplo a ser seguido e admirado!

Cassia Janes - Brazil

(Anonymous)

Post top Cassia Janes - Brazil !!

Ai que inveja

Seu fã do James a pouco menos que um mês e achei esse seu post... fantástico! A sua foto com ele ficou linda! Muito bem tirada e é claro os olhos azuis lindos dele! Ai ai....

Acho que eu nunca vou ver ele assim de pertinho portanto foi ótimo poder ler um relato tão bem escrito!

Um beijo

Outra fã brasileira do James, Vivi

Re: Ai que inveja

Oi Vivi, obrigada pelo comentário! :-) Realmente foi uma experiência e tanto, assistir a peça e encontrar o James. E comprovar que ele é um ator e um ser humano de primeira.
Mas você pode ter a chance de encontrá-lo também! Quem sabe ele não faz outra peça, ou vem divulgar um filme no Brasil...tudo pode acontecer! ;-)
Beijos!

(Anonymous)

Re: Ai que inveja

Cris, vcs comecaram a namorar lá? Pq essa foto parece de um casal. Meu marido me perguntou quem era o casal!!!!!!

Re: Ai que inveja

Hahahaha! :D
Quem dera, Michele! Ele é casado e super apaixonado, sempre que uma fã mais afoita pedia um beijo ele dizia "sorry, I'm a married man", era bem fofo! ;)
Tem um rapaz no site IMDB, onde costuma postar sobre o James e Desejo e Reparação, que viu a foto e achou a mesma coisa, que éramos um casal. Bom, só posso ficar feliz, apesar de saber que isso nunca vai acontecer na vida real! ;)