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Jun. 21st, 2009

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James McAvoy - "Three Days of Rain", uma fã brasileira em Londres!

       


Desde que soube que James McAvoy faria uma peça em Londres eu não conseguia pensar em outra coisa. A possibilidade de ver meu ator favorito, no auge, fazendo aquilo que me tornou uma fã - atuando - era muito tentadora. É claro que o dinheiro não estava sobrando, minhas férias ainda estavam distantes, enfim, era uma idéia um tanto extravagante e imprudente de se levar adiante...mas era isso tudo exatamente que a tornava excitante e especial. Qual é a graça quando tudo é fácil demais, não? Então com algum planejamento e apertos no orçamento, vi que era possível sim realizar meu sonho. Organizei meus planos para a viagem, e assim, no dia 19 de Abril, eu embarcava com grandes expectativas rumo ao Velho Mundo...

Cheguei a Londres numa segunda-feira (e ficaria na cidade até sábado) e até sair do aeroporto, pegar metrô e achar o hostel, quando olhei já era quase noite. Eu estava bem no centro da agitação, em Picadilly Circus, e foi muito emocionante sair do hostel e ver aquele povo nas ruas, os ônibus vermelhos, a estátua de Eros...e logo adiante, bem pertinho mesmo, vi o cartaz da peça e o teatro Apollo. Eu já tinha comprado um ingresso para sexta-feira, mas é claro que pretendia assistir a peça mais de uma vez e estava PERTO demais pra resistir à tentação de dar um pulo no teatro e saber se ainda havia lugares para a apresentação daquela noite (que jetlag que nada!). Quando cheguei lá a mulher disse que tinha lugar na fila E. Perguntei se não tinha nada mais próximo do palco. “Tem a fila A”, ela disse. Bom, pensei, mais próximo que isso só no colo do James (hmmm, não era má ideia!). Cheguei a elaborar se valia a pena assistir a peça pela primeira vez justo quando tinha acabado de chegar de viagem e estava cansada, mas a ponderação do meu lado razoável deve ter durado uns cinco segundos. A possibilidade de ver o James tão de perto era totalmente irresistível. 




 James estava bem pertinho...o Teatro Apollo, no meio da deliciosa muvuca em Picadilly Circus.

 

Eu estava muito grudada no palco, o lugar não poderia ser melhor. Antes da peça começar me bateu um pânico; imagina se o James hoje tirou o dia de folga, e vou ter que assistir a peça com o substituto! Ah, eu pediria o dinheiro de volta, sem dúvida...mas, e a frustração? Melhor ficar quieta e pensar positivo. Quando ele entrou estava muito escuro no palco, e por alguns instantes achei que a pessoa ali era diferente do que eu imaginava, que não era o James. Mesmo quando ele começou a falar eu ainda não acreditava...acho que estava em choque de ver um ator e um cara que admiro tanto tão de perto, encarando as pessoas nas primeiras filas, dizendo seu texto na beirinha do palco (se ele desse um passo em falso, podia cair no meu colo...I wish!). Eu nem conseguia raciocinar direito. Me senti uma privilegiada por assistir uma apresentação que era exclusiva nossa, das pessoas que estavam no belo e compacto Teatro Apollo naquela noite, naquele momento. Era um privilégio não só ver o James, mas vê-lo atuando. 






Fachada do teatro e o letreiro acima, que se via assim que saíamos da estação de metrô Picadilly Circus.


Depois falo mais um pouco sobre a peça, que é ótima. Antes, uma breve nota sobre um detalhe totalmente inesperado e desagradável. Assim que cheguei no hostel, a primeira coisa que fiz foi testar minha câmera, e ela não dava sinais de vida. Achei que fossem as pilhas e comprei novas numa lojinha perto do hostel. Nada. Entrei em pânico; como eu tiraria fotos da viagem, e pior, como tiraria fotos do James? Bom, voltando ao Teatro Apollo, a peça terminara e eu estava maravilhada e nem um pouco cansada, louca pra correr para a porta dos fundos do teatro e ver o James de perto pela primeira vez. Então me lembrei que não poderia filmar nem tirar retratos...que frustração! Tratei de comprar um programa e pensei “bom, pelo menos digo um ‘hello’ pra ele e peço um autógrafo!” Por ser segunda-feira, imaginei que haveria poucas pessoas aguardando. Que nada! Estava lotado, e nem consegui chegar perto dele. Passei o programa pro James (e pro Nigel, o outro ator) autografar, mas não consegui dizer o quanto tinha adorado a peça e sua interpretação, nem tirar fotos. Mas foi maravilhoso vê-lo de perto, de qualquer jeito...ele sempre perguntava antes de voltar pro teatro se alguém ainda tinha mais alguma coisa pra ele assinar. Muito fofo, muito dedicado...e olha que muita gente enchia o saco (sempre rolava o indefectível caçador de autógrafos, com um monte de fotos pra ele assinar, que depois seriam vendidas no Ebay. Parasitas.) e o cara ali, sempre na maior paciência. Um exemplo de como uma pessoa pode obter fama e reconhecimento sem precisar posar de estrela. 




Um dos cartazes na porta do teatro: “James McAvoy brilha...uma atuação arrebatadora”.


No dia seguinte eu estava em alfa, pensando no James e na peça maravilhosa. Mas de volta à realidade: o lance da câmera estava me deixando muito frustrada, mas felizmente minha amiga (a que fui encontrar em Londres) me emprestou a sua e comprei um memory card com uma boa capacidade. Eu planejava tirar muitas, muitas fotos! Feliz da vida, de câmera nas mãos, rumei para o teatro na noite de terça-feira depois de conseguir um desconto excelente no quiosque da TKTs. O ingresso era para um lugar muito bom, mas não tão perto do palco como o da noite anterior. Para superar a “distância” (qualquer lugar duas fileiras depois do palco era longe demais do James!), contei com meu simpático binóculo que também adquiri por um bom preço, como souvenir da roda-gigante London Eye. Mesmo que eu não tivesse um binóculo, nas costas do assento à nossa frente havia um disponível, preso num painel. Era só colocar uma moedinha de 50 pence, que seria devolvida depois que o binóculo voltasse ao seu lugar. Chique, não? 



 
Programa de “Three Days of Rain” com as biografias, trabalhos e os prêmios ganhos por James e Nigel Harman, e os autógrafos.


Senti falta de estar na primeira fila, mas foi bom também assistir a peça de uma certa distância. O cenário era muito interessante; o apartamento novaiorquino detonado e vazio onde o casal de irmãos Walker e Nan e o amigo Pip reúnem-se no primeiro ato transforma-se num aconchegante espaço no segundo. O que percebemos no futuro não nos dá ideia do que aconteceu no passado, e essa é uma das mensagens da peça; o modesto apartamento também simboliza isso. São três dias de chuva, e ela cai “de verdade” no palco, o que causa um efeito muito bonito (e nos brinda com um James de camiseta branca justinha, deliciosamente molhado...) Os três atores são ótimos, mas a distância também me fez perceber o domínio que o James tem do palco, sua segurança - e sua predominância. Ele é um ator de extrema fisicalidade, e absurdamente expressivo; mesmo sem a ajuda do binóculos, de longe, percebemos os olhos dele brilhando enquanto as lágrimas se formam, mesmo que isso tenha acontecido depois de uma cena engraçadíssima (no caso do embate cômico entre Pip e Walker, sendo que o último é uma gangorra de sentimentos extremos). Temos também um momento “o encontro de Robbie e Cee no café” no qual o tímido e calado Ned expressa no rosto todas as emoções que a gagueira o fazia conter. De arrepiar. 




Walker, Ned e James...no autógrafo! 


Esse dia, terça-feira 21 de Abril, era o aniversário do James (e da rainha Elizabeth!). Na verdade, aniversário extra-oficial, porque ele nunca confirmou exatamente a data. No final da peça, e no momento dos autógrafos, fiquei esperando alguém soltar um “happy birthday”, mas ninguém se manifestou então fiquei na minha, mas me arrependi depois. Devia ter falado e visto a reação dele...
Esse seria também o dia em que teria um contato de verdade com ele; estava bem perto da saída do teatro, e ao contrário de segunda-feira, não havia ninguém na minha frente e eu tinha uma câmera! Eu havia levado um retrato muito bonito feito pelo meu chefe, um tremendo desenhista. Fui uma das primeiras a falar com o James, e quando ele olhou o desenho fez uma cara de “Wow!” O jeito dele é a coisa mais linda do mundo...difícil de explicar exatamente o que torna o James tão atraente e tão charmoso, é uma mistura de várias coisas, pequenos detalhes aqui e ali, e traços notáveis de personalidade. Comentei com alguém que o que eu acho fascinante é como ele consegue equilibrar bem uma tremenda sensibilidade, um carinho em relação às pessoas, uma doçura, com a segurança, a sensualidade, o domínio da situação. Ele possui uma delicadeza de traços que poderia ser chamada de feminina, e com sua pequena estatura os sentimentos que consegue transmitir através de seus olhos, de suas expressões, poderia ser facilmente estereotipado como ator para “filmes de época”, frágil, inocente. Mas ao  mesmo tempo sua fisicalidade é totalmente masculina; não existe nada de feminino em sua postura, nos gestos, na maneira de andar, no jeito como te olha. Ele tem uma presença imponente, e mesmo no meio do caos de gente de todas as partes do mundo, querendo autógrafos, querendo beijos (era quase ingênua, mas resoluta, a maneira como ele dizia com um sorrisinho “Mas sou um homem casado!”), querendo atenção, ele permanecia calmo e dominava o turbilhão. 








Terça-feira, 21 de Abril...aniversário (extra-oficial) do James. 


Ainda tinha tempo de conversar com um ou com outro, fazer comentários engraçados sobre alguma foto que ele estava assinando (“Good God, this is horrific!”), relembrar as pessoas que já haviam assistido a peça...e no final ele sempre perguntava se já tinha assinado tudo, se faltou alguém, e só então dava um tchauzinho e entrava. Para vocês verem como o timing do cara é perfeito, ele fazia tudo isso em 6, 8 min no máximo, e ninguém saía de cara emburrada por falta de autógrafo num papelzinho que fosse. 
Acho que uma boa definição é que o James tem uma presença que domina, mas não esmaga. Deve ser uma delícia trabalhar com ele, porque como ator ele não está ligado só em sua própria atuação, em ser uma estrela. A maneira como ele agia na saída do teatro mostrou como o cara é conectado ao outro tanto quanto a si próprio. Acho que ele daria um excelente diretor, porque tem uma visão global, inclusive para as minúcias, é capaz de comandar mas também agregar. Todo mundo sabe que o James não é um cara alto e fortão, um típico “leading man”, mas ele tem aquela beleza serena e uma sensualidade inata, natural, e nos sentimos imediatamente atraídos por ele - os sorrisos meio bobos das mulheres que corriam para a stage door era uma prova disso. O fato do James não ser tipicamente “perfeito” como os Brad Pitts da vida é uma vantagem para ele, pois o deixa com mais opções de papéis variados, de nerd a herói romântico. É como a Keira comentou, quando ele fez o teste para o papel de Robbie - um personagem descrito no livro como alto e forte - ela já tinha contracenado com pelo menos outros dois bons atores que atendiam mais o tipo físico do personagem, mas o James “atingiu 1,90m diante de nossos olhos” e simplesmente esmagou a concorrência fazendo o que ele faz de melhor: tornando-se aquele personagem. Quando o James saiu da sala depois do teste, a Keira disse que todos ficaram em silêncio por 10 min, e depois sé se ouviu um “Fuck!”. O papel era dele. 




O desenho que ele autografou...no dia seguinte, pedi pro James fazer uma dedicatória em meu nome, e ele acabou assinando de novo!


Essa magia acontece diante de nosso olhos quando assistimos “Three Days of Rain”. No primeiro ato da peça James é Walker, filho de um arquiteto famoso que tinha acabado de morrer. O rapaz é excitável, energético, loquaz, mas também aparenta ter tendências depressivas - pode-se dizer que Walker é bipolar, equilibrando-se em uma linha fina entre o maníaco depressivo e o louco. No segundo ato ele transforma-se no quieto, tímido Ned, pai de Walker. O que Walker tem de verborrágico Ned tem de lacônico, e ainda assim, pai e filho são incrivelmente parecidos: inteligentes, solitários, e com dificuldades para interagir com o mundo e seus habitantes. “I feel I’m not a people’s person anymore”, diz Walker logo no início da peça. Ned deseja para o filho que ainda não teve coisas impossíveis, e Walker distorce o passado baseado em suas próprias frustrações. É bonito, e triste, acompanhar a história de duas pessoas que poderiam ter se conhecido - e vivido - melhor mas perderam-se entre expectativas e frustrações.






Mais algumas fotos do stage door.


Quarta-feira, dia 22, foi um dia muito especial. Eu tinha marcado com uma menina do fórum do IMDb (inglesa, mas que não morava em Londres) de nos encontrarmos na entrada do teatro, antes da matinê (às 15:00h) começar. Achei que seria o melhor momento para ver o James com calma, quando geralmente menos pessoas estão esperando, e finalmente entregar os presentes que tinha levado: uma camisa da seleção brasileira de futebol e um livro, não muito grande, com fotos sobre o Brasil e poesias traduzidas para o inglês; e talvez arriscar o pedido de uma foto juntos. Cheguei bem cedo, porque ele poderia aparecer em qualquer horário entre 13:00h até alguns minutos antes da peça começar. Quando passavam das 14:15h, comecei a me preocupar...algumas vezes o James entrava pela entrada principal ao invés da lateral, principalmente se ele via os insuportáveis caçadores de autógrafo profissionais esperando, e uma dessas desagradáveis criaturas já estava ali à postos, com uma maleta cheia de fotos e posters de filmes nas mãos. A atriz da peça, Lyndsey Marshall, já tinha chegado e saído de novo. Aí então tivemos uma visão privilegiada: os 3 atores vindo juntinhos, lado a lado, em direção à entrada lateral. Incrível ninguém ter tido presença de espírito de tirar uma foto (pelo menos não achei nenhuma na net), acho que ficou todo mundo meio bobo! O Nigel e a Lyndsey entraram rapidinho, sem nem parar, deixando o James entregue às feras. Mas ele estava num excelente humor, e apesar de já em cima da hora de começar a se preparar para a apresentação, conversou um pouquinho, deixou o pessoal tirar fotos e assinou alguns autógrafos. Quando ele se despediu e já ia entrando, entreguei a sacolinha com os presentes e disse “I hope you like it”. Ele fez um “Oh, you shouldn’t...thank you very, very much” (o James tem esse hábito de ficar repetindo os “very”). Pena que não deu pra ele ver o presente na hora, mas também não ia entregar a camisa toda desfraldada...fiquei feliz dele ter recebido, e esperava que ele abrisse a sacola de curiosidade, para eu poder comentar algo com ele depois. Esse momentos passam mais rápido do que a gente gostaria...seria tão bom poder ter um gravador no cérebro, e depois ficar repassando a cena até cansar. Porque, por mais acessível e simples, anti-estrela, que seja o James, ele ainda é um objeto de admiração; até aquele momento ainda um tanto distante para mim e centenas de outros fãs que batiam ponto diariamente na porta do Teatro Apollo. Não tem como não surtar um pouco, não ficar desorientada com o fato de que, sim, esse cara que você adora está falando com você. Só com você. Te olhando nos olhos. O tempo pára, parece que não existe mais ninguém em volta, e ainda assim você não está totalmente no momento, porque o momento é surreal, quase irreal, demais. Sim, é complexo! 






James e os (as) fãs, na matinê de quarta-feira, 22 de Abril. Fotos de Sheep Purple. Thank you! http://www.flickr.com/sheeppurple


Nesse dia eu resolvi não assistir a peça. Afinal, eu também tinha ido a Londres pra fazer um pouco turismo, não podia ser só James (mas que era uma tentação, era!). Marquei com a inglesa de nos encontrarmos ali na porta dos fundos depois que da matinê, e rumei pra National Gallery, que fica em Trafalgar Square, nas proximidades de Picadilly. Mas, andando por aquele belo museu, não conseguia me concentrar nas obras de arte. Ficava pensando no James e no jeito muito fofo com que ele lidava com os (as, na maioria, claro) fãs. É algo tão amigável, e ele fala com você como se ele não compreendesse bem a ideia da distância fã - ídolo, como se todos pudessem ser amigos dele em potencial. É algo que pode ser muito tentador, mas frustrante ao mesmo tempo, porque a gente cai em si e percebe a chance ínfima (menor do que ganhar sozinho na megasena) dele realmente vir a ser um amigo, ou, nos sonhos mais inalcançáveis, um algo mais. Damn you, James McAvoy! Voltei pro teatro e estava num lugar bem legal, perto da porta de saída. A peça acabou e não estava muito tumultuado, o pessoal esperava calmamente a chance de falar com ele. Quando o James saiu veio direto pro meu lado, aí resolvi perguntar sobre a blusa da seleção (sei que o rapaz adora futebol...bom, nem tudo é perfeito! Ele torce pelos Celtics na Escócia). Ele deu um sorriso e ficou todo animadinho “That was brilliant, thank you!” (ou algo assim...desculpem, mas eu estava um pouco fora de mim naquele momento!) Aproveitei a deixa e perguntei “James, será que você tirava uma foto comigo quando acabar?”, porque sei que ele quer primeiro ter a certeza de que autografou tudo que os fãs levaram, antes de tirar fotos e essas coisas. Ele disse claro, era só ele atender o resto do pessoal. E lá foi ele.







James interagindo, e meu dedo no botão da câmera, pronta pra fotografar! Fotos Sheep Purple  http://www.flickr.com/sheeppurple


Só um parêntese para um detalhe muito importante, principalmente pra quem é uma legítima fã do James: os olhos. Eu posso não ter visto muitos olhos azuis na minha vida, mas com certeza absoluta nunca vi olhos azuis tão bonitos e luminosos como os dele. Na hora que ele virou pra mim, sinceramente não sei como consegui articular uma frase gramaticamente correta - e em inglês! Ele estava tão bonito, de um jeito despojado, simples. A menina ao meu lado conseguiu falar o que todo mundo queria, mas não tinha coragem ou falta de vergonha suficiente “James, pára quieto um pouquinho pra eu bater uma foto desses olhos maravilhosos!” Todo mundo riu, e ele fez uma cara engraçada, dando umas piscadelas. Aí ele fez algum comentário sobre a caneta azul turquesa com que ele estava assinando os autógrafos, mas não captei bem. Eu já estava em alfa, e o melhor ainda estava por vir!


Esses olhos lindos...e um monte de fãs embevecidas! Fotos Sheep Purple  http://www.flickr.com/sheeppurple

 
O James fez a rodada de autógrafos, aí algumas meninas do outro lado começaram a pedir fotos. Fiquei um pouco frustrada, porque ele posou um bocado com elas e eu poderia ter filmado ou tirado algumas fotos legais...o problema é que não queria deixar o lugar onde estava. Aí ele foi tirar uma foto com a garota do “seus olhos maravilhosos”, e comecei a achar que ele ia acabar me pulando. Mas quando não tinha mais ninguém ele disse “now you”, pegou minha câmera, eu me posicionei ao seu lado, ele esticou o braço e bateu a foto ele mesmo. Acho que ele já virou craque na “foto-bracinho”, e a maioria que vi ficou perfeitamente enquadrada! É lógico que antes de ver a minha bateu um pânico, tipo “claro que logo a minha vai ficar uma porcaria, devo ter piscado, ele deve ter cortado metade da minha cara - ou pior! - da cara dele!”. Mas para minha infinita surpresa e felicidade, a foto ficou boa, captando a beleza do azul dos olhos e um sorriso aberto do James, coisa não muito comum nas outras fotos com fãs.


 
O que mais posso dizer?
 
P.S. - Só um detalhe...o memory card da câmera não lotou! Eu imaginava tirar milhares de fotos do James, mas quando estava na stage door, só sentia vontade de ficar olhando pra ele, observando seu jeito de lidar com as fãs, ou só ficar curtindo mesmo o momento. Voltei com poucas fotos, mas a mais importante de todas valheu muito a pena! 


Jun. 12th, 2009

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James McAvoy - "Three Days of Rain"

Going to London, watching the play and meeting James – what an event! It’s something I won’t forget, as long as I live.

I arrived on Monday, for a whole week in London. I was so excited! I had been to London about 15 years ago, and only for 3 days, so I had a lot of activities planned already – a tour through the city, lots of museums and two concerts booked at the Barbican. And I would also meet an old friend, whom I haven't seen in years, since she moved to Europe. But the main reason I was going to London was to watch “Three Days of Rain”. And hoping for a chance to meet James.



As soon as I arrived, I went to the Apollo to see if they still had nice seats available. First the girl said they had a very good seat, E-something, but then I asked her for one that would be even closer to the stage, and that’s how I got row A.

When he entered the stage, I was so nervous…it was dark and I was certain that it was the understudy, he looked different from the James I imagined. He began talking, and I was still under the impression it wasn’t him. I think my brain still had a hard time accepting that yes, I was in London and yes, it was James McAvoy right in front of me!

I loved the way James played Walker; loved his energy, his presence, the way he kept moving and talking, more like rambling. How he completely owned the stage. I loved the way his cut out jeans kept falling a bit below the navel, revealing the white calvin klein. I loved that his belly kept showing when he raised his arms, and that we could see spit flowing freely when he literally spitted “sports?!” to Pip. The tears forming in his eyes when he finds out about Pip and Nan. The ritual of burning the journal, the way he looked übber sexy just standing there, looking at the flames. He completely mesmerized me from the moment he entered the darkned stage, carrying the flashlight as he spoke Walker's first lines:

"Meanwhile, back in the city...two nights of insomnia...in this room, in the dark...listening...soaking up the Stravinsky of it...no end to the sounds in a city...something happens somewhere, makes a noise, the noise travels, charts the distance: The Story of a Moment.
God, I need to sleep!
Yes. All right. Begin!"




The three actors had a great interaction, and I really enjoyed Nigel Harman as Pip, how he was such a complete opposite of Walker: optimist, all sweetness and light and empathic goodness, and a bit of an oblivious idiot. Nigel's, and his and James' scenes together generated some of the biggest laughs in the first act, especially when Pip goes on and on about Walker being "in so much pain" and his own theory on Oedipus ("Do the Fucking Math!"). Lyndsey Marshal was good too, as the worried, motherly older sister. Nan was nice and bland, but still made us care about her and her long-suffering worries with her nearly crazy, strayed younger brother.










Some reviewers, when talking about Walker, said the character was too loud and annoying, and that James overacted while playing him. All I saw was a wonderful performance; after all, Walker was supposed to be over the top all the way, and James nailed the young man's manic-depressive, bipolar, suffering, dark, obnoxious, intellectual-chic but still somehow likable persona. One of the new things he brought to the character, nearly at the end of the run, was a stutter, when Walker was speaking too fast or was too nervous/excited. It was great; it made sense to see Walker running with the words and stuttering because of it, since he was so prolix and talked so fast and had so many things and ideas and feelings inside his head that he wanted to translate into words. And it made for a great connection with his father Ned, as we would see in the second act.

I enjoyed Walker so much I wished the play would be all about him - or at least, that there would be a play only about him. Three Days of Wind? ;-)





But of course, I was still excited for Act 2, and to meet Ned, Walker's shy, silent and talented father. James' performance as Ned won the most enthusiastic accolades, maybe because of the flawless stutter performed on stage, maybe because he was the kind of character who had an immense inner life of feelings and emotions that he struggled to keep inside because of the difficulties of expressing them with spoken (and even written, as we could see by the laconic entries in his journal) words, the kind of damaged character that makes James excels as an actor, that allowed him to perform silently, using his face and body language to communicate with the audience. But first, intermission, and the chance to check the beauty of the old and lovely Apollo Theatre. It reminded me of a smaller Theatro Municipal in Rio de Janeiro; it was a pity the audience couldn't take pictures inside the Apollo, but some managed to... ;-)






                                Photos by PurpleSheep  http://www.flickr.com/people/sheeppurple/

During the final moments of the intermission I knew that James would be wandering through the stage, making coffee, drawing, oblivious to the chatter of those returning to their seats. I just sat there and watched him, feeling that it was such a privilege to be there, seeing my favorite actor, probably the best actor in the world right now (to me, the best) just being totally in character, inside Ned's own private and silent world, acting subtly, when he wasn't even supposed to be there.

I have to say that James looked gorgeous as Ned. The period outfit, and the nicely combed hair fitted him so well; he always looks great when playing characters like Robbie and Ned, because there's something classical, old-school-acting about James, as if he belonged to another era.

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James was briliant as Ned, but I already thought he had been brilliant as Walker. The two characters couldn't be more different, and yet, so alike. They were both lonely, intelligent, and struggled to express themselves and to be understood - Ned and his silence, caused mostly because of a stutter that mortified him, and Walker with his excess of words.  But I understand why Ned was more loved, im general. He's the kind of character who makes our heart ache for him, we want to cuddle him and take him home. There were so many great Ned moments, as many as there have been Walker's - the first time he spoke, stuttetering (it sounded so natural, it was as if someone like Ned wouldn't utter words any other way); when he was talking to Lena about the "intentions, and what actually happens", how his eyes brighten with tears and how intensely he looks at Lena when she says how much greatness he'll achieve; the passion with which Ned holds Lina (James' natural sexuality is one of the most endearing things about him), the emotional confrontantion with Theo; when he's talking about keeping a journal, not a diary, because "I'm a boy!" (biggest laugh of the evening, he looked so cute when he said it!).  And this:

"I'm always w-watching you...whenever you're here...I can't help it. (...) It's awful. I don't want it...I d-don't expect to have things...like other people, but I'm always...th-thinking of you.
I kn-know nothing can come of it...I know. I can't stop it, though. I'm sorry. I'm so sorry..." 




So beautiful.

I also have to mention that James/Ned looked absolutely gorgeous wearing a white t-shirt and white boxers, while making out with Lina on the matress. It was such a hot moment. And when he just stood there, in the artificial rain, getting soaked...only this time he had pajama pants over the boxers! ;-)

I thought that Lyndsey as Lina was great, but Nigel as Theo was like Pip with less humour. Maybe it made sense, though, because Theo was someone with such a boring inner life, and his son Pip would follow the same path of his father, only being funny and sympathetic  while being an idiot (Theo just seemed to be and acted like an idiot). Also, after the confrontation with Ned, Theo didn't have much to do except stand there in the rain getting wet. The second act was all about Ned...and good for us, who are all about James! :-)








I loved "Three Days of Rain"; James of course was the main draw for me, but it was great seeing him acting in such an intelligent, well-built play, and Nigel Harman and Lyndsey Marshal are such good actors too. Everything was beautiful and nicely put together: the apartment scenery, the music, lightning, clothes, the rain effect. Plus the Apollo Theatre was the ideal place for the play, not too big and with an intimate atmosphere, something that made us feel closer to the actors and to be absorbed into the story.

It was a wonderful opportunity to see what a versatile actor James is, and how commited he is to the roles he plays. He makes me proud to be a fan. 

                                                "I don't waste words. I can't...afford to."